Paralelamente ao estágio no Fórum, eu iniciei meu Técnico em Edificações, influenciado por colegas de classe. Minha rotina era bem puxada. Ia pro Ensino Médio de manhã, a tarde ia pro Fórum e a noite ia pro Técnico. E foi o ano de 2015 inteiro assim. Meu contrato no Fórum acabou no final 2015, assim como vida minha no Ensino Médio. Nesse meio tempo, estava extremamente atraído pelas oportunidades que se prometia no setor da construção civil. No início de 2016, eu estava finalizando meu Técnico em Edificações e, após me matricular em Engenharia Civil na Universidade Anhembi Morumbi, fui aprovado no vestibular da FATEC, para cursar Controle de Obras. Fiquei extremamente feliz pois os professores do Técnico relatavam que eu fiz uma ótima escolha. Pois bem, até meados de junho fui cursando o Técnico e o Tecnólogo. No meio do ano, após inscrição no ProUni para Engenharia Civil em uma das melhores faculdade na área do Brasil, fiquei sabendo que fui aprovado na segunda chamada do ProUni e a alegria explodia em meu peito. Larguei o Tecnólogo, me formei no Técnico, e fui fazer Engenharia Civil na Faculdade de Engenharia Industrial (FEI).
Na FEI tudo era lindo e maravilhoso. Campus gigantesco, atlética maravilhosa, iniciações científicas, didáticas, piscina e academia por R$ 10,00/mês. Foi tudo que eu sempre sonhei. Até que começaram as aulas e eu percebi que não era tão simples quanto eu imaginava. Já tinha apanhado um pouco na FATEC, mas na FEI os professores não tinham dó nem piedade. Vieram as primeiras provas, pro meu desespero, e acabei fracassando na maioria. Acabei "bombando" o semestre, carregando cálculo I, física I, geometria analítica e programação. Aquilo me abateu demais. Entrei pra um projeto intitulado "Concreto FEI", e foi uma experiência maravilhosa. Via a parte prática da engenharia todos os dias. Cheguei até a viajar (pela primeira vez de avião e de graça) para Bento Gonçalves/RS para participar de uma competição nacional, que inclusive ganhamos vários prêmios. Tenho até hoje a revista com as fotos. Mas de nada valia, não ia bem na faculdade e decidi sair e ir pra Universidade São Judas Tadeu, isso no final do primeiro semestre de 2017. Na primeira aula da USJT, imaginem: BOOM! Meu professor de cálculo entra pra aula. Foi hilário, se não fosse trágico. Enfim, decidi que não iria mais fazer nada na área de exatas. Tanto que após a primeira aula na USJT, assisti diversas aulas de direito e tinha me decidido que era Direito. Naquele mesmo ano fiz o ENEM 2017.
Fiquei trabalhando de uber até novembro, quando meu pai me arrumou um emprego de motorista em uma transportadora na Vila Guilherme/SP (JLB). Quando foi no meio do ano de 2018, eu fui novamente aprovado no ProUni, agora na lista de espera. Consegui uma bolsa para cursar Direito na Universidade Paulista. Não era uma das melhores mas eu prometi a mim mesmo me esforçar para tirar o melhor proveito do curso. Trabalhei na transportadora até dezembro de 2018, quando fui aprovado em um processo seletivo para trabalhar no escritório de Direito Wirthmann Vicente Advogados e Associados. Trabalhei lá por nove meses, laborando na seara trabalhista, cível e empresarial. De setembro a dezembro, trabalhei na uber, e no final do ano, consegui uma entrevista para trabalhar no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães, no ofício da 9ª vara criminal, onde fui aprovado. Em 2020, fui aprovado em um grupo de estudo do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), intitulado "Laboratório de Ciências Criminais", a qual tem por objetivo elaborar um artigo científico no decorrer de um ano de aulas com notáveis da área criminal.
Cá estou eu, estudante de direito no quarto período, estagiário de Direito no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães, estudante do grupo de estudo do Laboratório de Ciências Criminais, buscando aprender e entender cada vez mais o mundo criminal.
Espero que esse blog traga boas experiências para mim e para quem queira acompanhá-lo. Espero boas reflexões e discussões aqui.
Obs.: Escrevo este post em meio a pandemia da COVID-19, em casa, isolado de todos e de tudo, trabalhando em home office, não vendo a hora de voltar a minha vida normal.

